Há quatro anos atrás, saindo do Leste Vila Nova, vim para o Universitário. O Universitário é um bairro que faz divisa com o Leste Vila Nova, então, o impacto nem foi tão grande, até porque, não ia mudar nada, de forma significativa.
Há quatro anos então, coletei inúmeras histórias que eu vivi neste apartamento: desde namoro, termino e bagunças sociais de todos os gêneros. Ele formou em um muro de memórias que só este lugar será capaz de transmitir. Não é fácil fechar um ciclo.
Ainda mais quando um ciclo tem muitas histórias, estas que contam quatro anos de sua vida. É um tanto deprimente pensar de que vou ter que deixar pra trás e fazer do lugar, que antes era um recipiente de memórias, agora em elemento-memória.
É como se fosse uma caixa que, dentro, há um monte de histórias. Só que essa caixa, por algum motivo, perdeu a chave do seu cadeado. Ficou apenas o que essa caixa representa: um elemento de memórias.
Ter que deixar um apartamento onde eu construí a maior parte da minha vida na capital Goiânia não vai ser fácil. Deixar para trás, a pessoa que você vê todos os dias na porta do prédio, ou de ter que, no futuro, sentir falta de ligar para o meu vizinho do andar de baixo para puxar conversa, pedir ajuda ou até mesmo, cobrar o valor da net (rs..). Não vai ser fácil entregar a chave para a zeladora.
Não vai ser fácil dormir pela última vez neste apartamento.
Não vai ser fácil ver a porta fechando, sabendo que eu nunca mais vou abri-la novamente.
Um ciclo que fecha.
Blam.