O destino me colocou no caminho de uma pessoa extremamente querida. Uma pessoa que muito se parecia comigo. Uma pessoa extremamente cativante. Nossa primeira conversa foi sobre o que fazemos da vida. Se não fosse por esta pergunta, não teríamos nos conhecido melhor e eu não teria me apaixonado nessa simplória pessoa.
"Qual seu enredo favorito?", perguntou ele. "Drama." Eu respondi. Mas minha história de vida se baseia num enredo totalmente romântico e dramático. E talvez esse será o nosso roteiro. Conversávamos infinitamente. Confiávamos cedo. Trocamos o nosso primeiro sentimento mútuo no dia 24 de setembro. "Eu adoro cultivar amizades. Mas você fez com que um sentimento que há muito se escondia, se despertar". Concordei, pois.
Conversávamos até madrugada, mesmo sabendo que os dois tem compromissos logo cedo. Ele, trabalho. Eu, estudos.
Havíamos combinado de que nos encontraríamos no shopping no fim de semana. Mas, nossa ansiedade em conhecer um ao outro falou mais alto: ele veio em casa no dia 25 de setembro. Conversamos por quase duas horas. Eu o presenteei com duas fotos e um Laka, seu chocolate favorito.
E então, chegou a fatídica sexta. Maldita sexta. Por que você existiu? Essa sexta.. Tenho raiva dela. Pois neste dia, tivemos um sério problema de comunicação - maior parte da culpa, minha. Pois M estava ocupado e eu carente. Logo, uma combinação não muito boa.
Ficamos um dia inteiro sem conversar. Quando o chamei para conversar, minha crise de pânico aflorou. Alerta: M (eu), não o pressione. Missão falha. Fiquei triste. Resolvi lhe dar um tempo. Chorei. Mas sabia que ainda conversaríamos. Sabia que ainda tinha muita coisa para acontecer.
Um dia antes da eleição, ele postou perguntando quem cuidaria dele. Obviamente, me coloquei à disposição. Então, voltamos a nos falar num sábado. Fiquei feliz novamente. Estávamos conversando de novo. O destino o ainda deixou ali, para mim.
Descobri, então, que ele estava com a boca inchada por conta de uma peripécia de seu gato Goku*. Meu coração apertou: queria cuidar dele. Queria fazer cafuné, mimos, carinho nele. Combinamos então, que eu o acompanharia em sua cirurgia numa terça.
Droga. Uma segunda que não deveria ter existido. Tivemos outro problema semelhante ao de sexta passada. Droga! Meu pânico atingiu seu limite máximo a ponto de ter que tomar vários calmantes. Meu medo em perdê-lo de vez tomou conta de mim. Fiz de tudo, chamei-o para conversar. Tentei. Tentei fazer com que ele perdoasse meus erros. Tentei. Tudo em vão.
Questiono-me se esse adeus que tivemos que dar um para o outro é temporário. Espero que seja. Pois, pouco tempo de convivência e já tão querido e especial pra mim. Nenhuma pessoa do mundo consegue minha confiança tão rapidamente. Sou, naturalmente, desconfiada. Mas com M, senti algo diferente. Senti algo especial.
É compreensível a atitude dele de ter me bloqueado e excluído das redes sociais. Eu o perturbei. Eu o pressionei. Eu errei. Mas, quem não erra?! E eu sei do meu valor, sei que mereço uma outra chance.
E como dois chocólatras, apresento-lhes, caros leitores, a história M&M.
Uma história, uma pessoa. Estas que jamais esquecerei. E dói em mim, não ter nenhuma lembrança física desta pessoa. Apenas seu cheiro, o qual memorizei. Seu tom de voz. Teu sorriso maravilhoso. Mas me conforta saber que ele tem lembranças físicas minhas: duas fotos impressas, 20x30, tiradas por mim.
Ele é meu M&M verde. Eu o atribuí a cor verde. Ainda não sei explicar. Mas ele é meio verde. Meio azul. E roxo. Meu coração ainda dói de lembrar que ele se foi rapidamente. Espero que ele volte tão logo quanto.
Queria ter poderes de sentir que eu não deveria perdê-lo: assim, eu teria aproveitado mais. Assim, eu teria conseguido um beijo seu. Assim, eu teria conseguido outras noites maravilhosas com ele. Mais conversas saborosas. Meu M&M, volte logo para minha vida. Gostaria de não ter que afirmar, mas: necessito-te.
Sabe aquela história de "tudo está indo bem é porque vai dar errado"? Nunca encaixou tão bem como essa minha fase de inferno astral.
* No dia 29 de outubro, seu gato Goku deixou o mundo. Foi envenenado e não resistiu, mesmo tendo todos os cuidados do veterinário. Meus mais sinceros sentimentos e que eu possa ajudá-lo a passar por esse momento difícil. <3 conte comigo, meu M&M.
*ps: Houve correções ortográficas. Escrevi esse texto durante minha viagem matutina a caminho de minha rotina de sempre.
*ps²: Sei que o nome da marca é M&M's. Mas, eu - M - e ele, também M, ficamos apenas um mês "juntos". É singular, portanto.
*ps: Houve correções ortográficas. Escrevi esse texto durante minha viagem matutina a caminho de minha rotina de sempre.
*ps²: Sei que o nome da marca é M&M's. Mas, eu - M - e ele, também M, ficamos apenas um mês "juntos". É singular, portanto.

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